Se você não assistiu Katyn por preguiça, então assista aos dez minutos finais. Acho especialmente apropriado nessa semana em que vimos o Lula abraçar um ditador que é um herdeiro direto desse legado. Li não sei onde, acho que foi no Reinaldo Azevedo, que alguém chamou o Raul Castro de “facistóide”, e é interessante como alguém tem de recorrer ao outro lado do espectro ideológico para xingar um comunista. Chamá-lo de “comunistóide” não basta. E enquanto políticos vão para a defensiva ao serem chamados de “neoliberais”, o Brasil tinha, na última vez em que eu contei, DOIS partidos comunistas. Bem, gente muito mais inteligente que eu já discorreu páginas e mais páginas sobre o assunto. Do alto da minha ignorância só posso dizer uma coisa: assista Katyn.
Archive for fevereiro, 2010
Katyn
sexta-feira, fevereiro 26th, 2010Coisas que me irritam sem nenhuma razão aparente, parte um
domingo, fevereiro 21st, 2010John Cage: 4′33″
domingo, fevereiro 14th, 2010Da Wikipedia, tradução livre:
Em 1951, Cage visitou a câmara anaecóica da Universidade de Harvard. Uma câmara anaecóica é uma sala projetada de tal maneira que as paredes, teto e piso absorvem todos os sons produzidos dentro da sala (ao invés de refleti-los como eco) e também é feita à prova de som, para evitar interferência de qualquer ruído externo. Cage entrou na câmara esperando ouvir o silêncio, mas como ele escreveu depois, “eu ouvi dois sons, um agudo e um grave. Quando descrevi os sons ao engenheiro responsável pela câmara, ele me disse que o som agudo vinha do funcionamento do meu sistema nervoso, e o som grave era meu sangue em circulação.“
A joy forever
quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010Liisa Lounila, “Revol” (2004). Glitter on MDF. Vi no Kiasma, em Helsinki.
Quando eles vêm, é em bando
quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010De um tempo para cá eu comecei a desenvolver um gosto por música barroca. Quer dizer, gostar eu já gostava – só não tinha parado para pensar que basicamente tudo que eu gostava de música clássica cabia dentro de um intervalo histórico de, sei lá, 70 anos. E como bem dizia Lacan “esse negócio de coisa sem nome é uma merda” – quando você descobre o NOME das coisas um maravilhoso universo de possibilidades se abre à sua frente. “Isso se chama música barroca” “SÓÓÓÓÓÓÓÓ VÉI”.
ANYWAY! Eu tenho saído para assistir a um concerto aqui e ali e tal. Sempre na onda do Aleijadinho: “QUANTO MAIS BARROCO MELHOR”. Mas o negóSS é meio que um problema (sobre o qual é até interessante pensar): eu não consigo acompanhar todos os eventos. Se eu quiser ir a todos os concertos de música barroca em Nova York, eu vou ter de arranjar outro emprego. Mas contraste a minha situação com a de, sei lá, o Dr. Aristides (pessoa hipotética), advogado de causas de família em Paracatu, MG, cujo fervor barroco em MUITO supera o meu, seja em conhecimento musical ou em simples capacidade de apreciação DO TREM. Pois é – o Dr. Aristides, coitado, nunca VIU um violoncelo ao vivo.
Enquanto isso, meu problema é esse:
“MUSIC BEFORE 1800” SERIES: JUILLIARD BAROQUE
Monica Huggett, the British violinist and Baroque doyenne, leads her bright new group in a historically informed performance of Bach’s Brandenburg Concertos. (Corpus Christi Church, 529 W. 121st St. 212-666-9266. Feb. 7 at 4.)THE TRINITY CHOIR
In recent decades, Estonia, despite its small size, has produced a stream of first-rate choral composers. Stefan Parkman’s concert with the renowned choir of Trinity Church Wall Street features works by two of the most admired, Arvo Pärt and Veljo Tormis, among others. (Broadway at Wall St. trinitywallstreet.org. Feb. 8 at 7:30.)ZUILL BAILEY
Bailey, an exceptionally charismatic young musician, plays Bach’s Six Suites for Solo Cello with both interpretive insight and amorous intensity. He performs them this week in a CD-release concert at (Le) Poisson Rouge. (158 Bleecker St. lprnyc.com. Feb. 9 at 7:30.)
Por tipo $20 cada um. E tem quatro dias que eu estou aqui PONDERING em qual que eu vou. E quer saber? Eu tenho uma obrigação cívica, em nome dos Doutores Aristides deste mundo, de ir aos TRÊS.
E é o que farei.



